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Caminho na madrugada porque gosto do silêncio quebrado pelo barulho do
mar que me traz o carinho do vento.
Nessas horas moribundas as
estrelas não têm dono a lua branca é minha vizinha gosto da sua
companhia.
Eu leio a rima que cai suave de uma nuvem
desavisada onde o poeta guardou versos para sua amada.
A delicada
ternura que emana de suas palavras desperta-me desejo infindo de estar
apaixonada.
São belos versos dourados que brilham quando
tocados como se tivessem vida como pedras encantadas.
Meu
caminhar continua sem jamais me incriminar será que condenariam por
versos, alguém roubar?
O sol me salva talvez quando chega na
janela e acusador, diz à lua: -Esses versos não são dela!
Continuo
caminhando mas sem nenhuma alegria só uma lágrima rolando meu choro de
rebeldia.
Talvez um dia, quem sabe o sol, não mais
inimigo traga-me em vez de saudade versos para eu ter comigo.
E a
lua, nesse dia emprestará do passado toda aquela sua magia que
encantava enamorados.
As estrelas farão festa no imenso céu a
dançar o bolero de Ravel quiçá a valsa de Strauss.
E eu,
declamando versos seguirei a caminhar buscando no horizonte o que estou
a procurar.
Será que vou encontrar?

 ©
Copyright 2004 por Terezinha A.
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