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Olho para o tempo ele exige explicações que eu não tenho eu não
procurei saber.
Ele sempre correu na frente como criança
peralta e desobediente não segurou minha mão.
Tentei acompanhar
chegar junto abrir portas para o amor da solidão me desvencilhar.
E tudo que eu consegui uma janela de onde eu olho a vida agora
passando lá fora, indo embora.
Fecho os olhos e tento inventar
uma história de amor para ao mundo contar não há quem acredite,
jamais.
Meu coração tão cheio de ilusão agora só um corredor
sem fim onde ninguém mora, ninguém vive.
Mas não há porque chorar,
sofrer amor é paz não pousará em lágrimas jamais amor é a liberdade
de viver, sorrir.
E só precisa de um minuto, nada mais só um minuto
para viver, ser grande, renascer marcar para sempre dois seres.
Depois voar... O amor sempre voa... como as águias...

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Copyright 2004 por Terezinha A.
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