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Se os ventos fossem mais amenos eu poderia repousar em seus braços no
acalanto sereno que eu tinha onde descobri nossa forma de amar.
Que o
tempo demorou a me dar você e quando eu pensei que nem mais teria você
surgiu de trás dessa cortina onde o tempo guarda o amor.
Ah, se os
ventos fossem mais amenos! Entrariam pela janela sem violência veriam
minha emoção, minhas carências envolveriam-se em nossa paixão.
A
promessa da brisa seria cumprida lá do penhasco ela veria nossos corpos e
os banharia em torpor, calma e delírios supostamente esperados... quase
esquecidos.
Você não teria partido! Ficaria comigo a desvendar
mistérios da nossa confraria essa ligação assombrosa e repentina que
envolveu, como o vento, nossas vidas.
Se os ventos fossem mais
amenos... quem sabe seus olhos viriam refletir essa saudade, esse calor
sereno que ainda abriga, a minha alma sozinha.
Durmo ao vento, que se
fosse mais ameno seria uma carícia, não um sofrimento mas tem a decência
de nunca prometer mais do que pode dar... mais do que pode ser...

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Copyright 2004 por Terezinha A.
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