Eu violento a madrugada
buscando nessa longa estrada
um fim para os meus anseios...
há indocilidade na alma.

O que eu mais aprecio
a mão única desse caminho
que não permite voltar
tem como roteiro, o destino.

Antes de partir daqui
venci a tristeza e a solidão
que envolveram meu coração
na alvorada da vida.

Venci até mesmo a certeza
do meu sonho desmantelado
venci forte correnteza
e uma guerra sem soldados.

Venci muitas ilusões
que a mim se apresentavam
pareciam preciosas
mas de latão não passavam.

Venci até meus próprios sonhos
que tanto foram açoitados
e insistiam em renascer
devolvendo-me ao passado.

Venci a farsa e a mentira
de tudo que ouvi um dia
venci até o abandono
por isso eu estou aqui.

Quero essa terra encantada
que ouvi alguém falar
onde as pessoas se amam
e vivem sempre a cantar.

Onde a chuva não maltrata
onde o vento não castiga
onde as ondas do mar
abraçam-nos e acariciam.

É para lá que estou indo
nessa viagem sem volta
para cobrar do destino
uma das promessas feitas.

Quero o meu amor menino
crescendo junto comigo
na mansidão de um sorriso
envolto em muito carinho.

Quero ver o sol nascer
segurando em sua mão
ver o nosso amor crescer
ignorando a paixão.

E quero mais, muito mais
eu nem saberia dizer
quero tudo que a vida
tenha para oferecer.

E de tudo que eu consiga
só dividir com você!

 

              Itanhaém, 13/09/2003

 

 

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