As águas se atropelam
como se tivessem pressa
de alcançar a ponte
e finalmente o outro lado.

Nessa corrida louca
vão deixando espumas
parecidas com roupas
retiradas às pressas.

O céu tenta alcançá-las
como se precisasse
cochichar algum segredo
revelar uma surpresa.

Surge então a cidade
envolta na neblina
sem saber se abraça as águas
ou se foge rumo ao céu.

E o sol já vem nascendo
mostrando um novo dia
de águas apressadas
e tempo mal-encarado.

 

                  Itanhaém, 29/10/2003

 

 

Menu de Poesias

Principal

Assinar o Livro de Visitas

 


© Copyright 2004
por Terezinha A. Penhabe®
Santos . SP - Brasil
Todos os direitos reservados ®.
Não pode ser utilizado sem permissão do autor.
  

 

 

     

 

Poesias:

   A B C D E F G I J L M N O P Q R S T U V