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O tempo me olha, não me acusa julga-me, mas não dá a sentença. Meu crime
foi amar, esperar sonhar e acalentar desejos.
Tudo que eu quis, foi
me entregar ser mais que um nome numa lista ninguém jamais vai me
acusar de abandonar a luta.
Era uma guerra sem vencedores como
todas as guerras onde derramei meus sonhos atapetando a vida com
eles.
A explosão que me acordou que me fez parar, correr,
fugir foi uma escolha que findou que não optou por mim.
Agora o
tempo fica me olhando querendo alguma coisa que eu não sei mas eu lerei as
entrelinhas desse tempo e em tempo... o meu caminho escolherei.

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Copyright 2004 por Terezinha A.
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