|
Sou palhaço, de fazer rir me orgulho entre eu e o mundo existe um muro a
minha alma em versos distribuo do meu tesouro inteiro eu me
desfaço.
Enfeito o meu rosto com uma lágrima que cobre a
verdadeira, que é salgada igual ao mar, que eu amo tanto e quiçá seja
feito do meu pranto.
Num rosto amigo meu olhar
passeia perguntando se por mim anseia porque nada além do riso eu posso
dar meu coração não aprendeu a amar.
Sozinha no meu quarto encaro
o espelho tentando descobrir meu próprio anseio um sonho que escapou, quem
sabe um dia quando eu os tinha ainda e acalentava.
Mas nada
encontro e o riso se desfaz a lágrima se oculta, seca, ineficaz vou pela
vida buscando um amanhã que mesmo vazio, me traga a paz.
Enquanto
isso, meu riso continua meio torto, indelicado, mal feito mas é a oferta
que tenho, e é sua. É fácil nele crer, se você crê na lua...

 ©
Copyright 2004 por Terezinha A.
Penhabe® Santos . SP - Brasil Todos os direitos reservados ®. Não
pode ser utilizado sem permissão do autor.
|