Meus pincéis vão delineando
lenta e suavemente
seu corpo quase perfeito.
O rosto másculo surge
com seus traços fortes
que atraem meus lábios
como se tivessem vida.
Vão surgindo os ombros
que parecem suportar o mundo
e todas as paixões que ele contém.
E o peito imponente
de salientes músculos
parece esconder um coração
que a minha arte não revela
mas canta batidas que eu ouço
que aquietam minha alma
sempre tão sedenta de amar.
E as tintas dançam solenes
dando vida às suas formas
impregnando-me as mãos
como se elas fossem Deus a criá-lo.
É apenas uma pintura
mas provoca-me arrepios
tocada que sou, profundamente
pela minha própria criação.
A pele que eu pintei me aquece
os braços que moldei me envolvem
triturando-me os desejos
evocando-me paixões
satisfazendo-me!
Sonolento meu corpo repousa
na cratera de um vulcão
que me absorve inteira e me consome
tirando-me de cena
deixando na tela apenas
minha melhor criação:
-  Pintura íntima!

 

Tere Penhabe              
Itanhaém, 06/05/2003

 

 

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