Tarde morna... sol abraçando a serra
a sua tão amada serra menina.
Ao longe, um pássaro canta:
bem-te-vi, bem-te-vi, eu bem que te vi...

É mais que um lamento, quase um grito
incontido, de tristezas feito
nesse canto de harmonia, acontece a alquimia
transformando o triste em belo: perfeito!

Não chora a ave. Chora a vida pelo que fez
pelo inusitado, fatal e rudemente provocado
o brilho que vê naqueles olhinhos, creia
é só o reflexo dos teus olhos...

Abra suas mãos, que de versos é feita
pois é sempre de versos as mãos de um poeta
deixa que o doce pássaro pouse  sobre elas
passe a cantar a dor, que ele sente também.

Talvez se surpreenda pela compreensão
que abranda-lhe no peito, a dor da missão
e cantarão juntos, o mesmo gorjeio lindo
brilhando seus olhares, como tantas vezes.

 

Itanhaém, 12/03/2004                       

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
Nota da autora:
Ao meu amigo, Poeta GarimpandoTernura

.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

 

 

Menu de Poesias

Principal

Assinar o Livro de Visitas

 


© Copyright 2004
por Terezinha A. Penhabe®
Santos . SP - Brasil
Todos os direitos reservados ®.
Não pode ser utilizado sem permissão do autor.
  

 

 

   

 

 

 

 

Poesias:

   A B C D E F G I J L M N O P Q R S T U V