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Tarde morna... sol abraçando a serra a sua tão amada serra menina. Ao
longe, um pássaro canta: bem-te-vi, bem-te-vi, eu bem que te vi...
É
mais que um lamento, quase um grito incontido, de tristezas feito nesse
canto de harmonia, acontece a alquimia transformando o triste em belo:
perfeito!
Não chora a ave. Chora a vida pelo que fez pelo inusitado,
fatal e rudemente provocado o brilho que vê naqueles olhinhos, creia é só
o reflexo dos teus olhos...
Abra suas mãos, que de versos é feita pois
é sempre de versos as mãos de um poeta deixa que o doce pássaro pouse sobre
elas passe a cantar a dor, que ele sente também.
Talvez se surpreenda
pela compreensão que abranda-lhe no peito, a dor da missão e cantarão
juntos, o mesmo gorjeio lindo brilhando seus olhares, como tantas vezes.
Itanhaém, 12/03/2004
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da autora: Ao meu amigo, Poeta
GarimpandoTernura .-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

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