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Excelentíssimo Senhor Presidente Isto é um poema em sua homenagem não vai
ter rimas de alta linhagem porque desfrute não rima com verdade.
Eu
votei no Senhor, excelência! Votei sim, e não me envergonho era a minha
última esperança minha expectativa de bonança O SENHOR ERA A MINHA
VINGANÇA!... Excelência...
Eu acreditei quando junto cantei para
lhe acompanhar, lhe seguir "Sem medo de ser feliz"!!! Eu acreditei,
Excelência!...
Aliás, acreditei bem antes quando o Senhor pouco
falava talvez por medo de errar e mesmo assim eu achava que o Senhor
tinha um ideal.
Eu cochichava meus votos naquela urna chorei naquele
debate que o Senhor perdeu. Emocionei-me tantas vezes lhe ouvindo vesti a
camisa e briguei com os irmãos de botom no peito e nada nas mãos. Fechei
as ruas com o meu corpo e a bazuca apontada no peito não me dava
medo,dava-me o direito: -de ser seu companheiro!
E aí
companheiro? Que foi que lhe fizeram? Trocaram seu coração? Ou você
simplesmente mudou de lado perdeu a razão?
Mas e nós? O povo
heróico que fazemos com nosso brado? Esperamos o próximo, trocar de
avião?
Não dá para esperar, Excelência! O povo heróico está sem
camisa e os pés estão no chão no asfalto quente catando latinhas de
papelão, arrumando para o pão vivendo de favor na casa do irmão.
Cadê
o "gigante pela própria natureza"? Excelência... O futuro é hoje, mas cadê
a grandeza? cadê o Brasil que era mãe gentil e hoje "deitado eternamente
em berço explêndido" só estão os governantes...
"Brasil, de amor
eterno seja símbolo"! Não tens o direito, companheiro de cobrar seu
sofrimento assim refastelando-se nas mordomias igualzinho ao que todos
faziam ano após ano...
VOCÊ... não!!! Você é um símbolo partido
agora uma esperança que já foi embora uma bandeira rasgada,
esquecida jogada no lixo da vida... Se não é mais meu companheiro finja
que se perdeu, vá para o outeiro mas saia do caminho, o Brasil precisa ter
mais vida nos seus bosques mais amores no seu seio.
Excelentíssimo
Senhor Presidente: - Que decepção!!!
Itanhaém, 16/02/2004_17:00 hs
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Copyright 2004 por Terezinha A.
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