À minha filha,
que finalmente vai poder alçar seu vôo...com alegria!
 

 

Minha menina, que hoje é uma mulher
que escolhe a própria trilha quando quer
agora o vento vai levar você  pra longe
esse mesmo vento que meus dias esfria.

Mas eu não posso sequer reclamar
porque é uma prece minha o que vejo
eu não queria ir-me desse mundo
deixando  minha menina ao relento.

Ser mãe é isso, mais que poesia
é ter a glória de dizer um dia:
-Vêem esta vida bela e construída?
Fui eu que dei, ela é um pouco minha.

Mas só um pouco, e isso me entristece
mas não me angustia ou aborrece
damos ao mundo para que nele cresça
o mais profundo desse nosso ser.

E com você, minha menina, eu posso dizer
sem medo de errar ou perjurar talvez
o mundo me foi grato, agora eu sei
fez de você um ser resplandecente.

Ninguém tem o seu sorriso, a sua aura
ninguém me olha assim, como você faz
ninguém é tão minha quanto você
 mais amor que entre nós... nunca haverá.

Agora uma coruja vai dormir feliz
aquietar o coração quem sabe...
ou novos sonhos virão nele residir
buscar outras preces para eu proferir.

Vai minha menina, vai...
Que o Menino Deus lhe acompanhe!
E nunca se esqueça, se precisar de mim
ninguém vai lhe querer mais que sua mãe!

 

 Tere Penhabe
        Itanhaém, 12/02/2004, 9:42hs

 

 

Menu de Poesias

Principal

Assinar o Livro de Visitas

 


© Copyright 2004
por Terezinha A. Penhabe®
Santos . SP - Brasil
Todos os direitos reservados ®.
Não pode ser utilizado sem permissão do autor.
  

 

 

 

 
 

    

Poesias:

   A B C D E F G I J L M N O P Q R S T U V