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À minha filha, que
finalmente vai poder alçar seu vôo...com alegria!

Minha menina, que hoje é uma mulher que escolhe a própria trilha quando
quer agora o vento vai levar você pra longe esse mesmo vento que meus
dias esfria.
Mas eu não posso sequer reclamar porque é uma prece
minha o que vejo eu não queria ir-me desse mundo deixando minha menina ao
relento.
Ser mãe é isso, mais que poesia é ter a glória de dizer um
dia: -Vêem esta vida bela e construída? Fui eu que dei, ela é um pouco
minha.
Mas só um pouco, e isso me entristece mas não me angustia ou
aborrece damos ao mundo para que nele cresça o mais profundo desse nosso
ser.
E com você, minha menina, eu posso dizer sem medo de errar ou
perjurar talvez o mundo me foi grato, agora eu sei fez de você um ser
resplandecente.
Ninguém tem o seu sorriso, a sua aura ninguém me olha
assim, como você faz ninguém é tão minha quanto você mais amor que entre
nós... nunca haverá.
Agora uma coruja vai dormir feliz aquietar o
coração quem sabe... ou novos sonhos virão nele residir buscar outras
preces para eu proferir.
Vai minha menina, vai... Que o Menino Deus
lhe acompanhe! E nunca se esqueça, se precisar de mim ninguém vai lhe
querer mais que sua mãe!
Tere
Penhabe Itanhaém,
12/02/2004, 9:42hs


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