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Eu sou um poema inacabado que ninguém nunca leu.
Eu sou a
paisagem daquele quadro que o pintor não terminou.
Eu sou uma
tarde quente de verão em que não choveu.
Eu sou Aquele rio que
secou Antes de alcançar o mar.
Eu sou aquele sonho bonito que
ninguém realizou.
Eu sou a escultura quase perfeita que caiu da
mão e quebrou.
Eu sou aquela paixão gostosa que por medo, alguém
sufocou.
Eu sou o amor que alguém esperava mas nunca
chegou.
Eu sou metade do que eu desejava ser... o dobro do que eu
nunca esperei!!!
Tere Penhabe Itanhaém,
15/03/2003

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