Na madrugada fria eu passeava pela vida

não ao acaso, com certeza

Saí para encontrar-me com alguém.

Ouvi uma súplica sobre não querer morrer

respondi que deveria escrever um livro

única forma de se sobrepor à morte...

Mas eu queria falar de vida!

De pássaros cantando numa manhã de sol

do vôo das borboletas coloridas

da casinha aconchegante no meio da mata

do perfume das flores, barulho do riacho

por isso fui andando lentamente...

Estava quase voltando sem esperanças

quando ouvi alguém me chamar

não ouvi meu nome e mesmo assim

eu sabia que era eu...

Do mesmo jeito que as aves sabem

quando é hora de migrar

ou do modo como as ovelhas choram

pouco antes de serem abatidas

assim... por pura intuição, instinto, sabe-se lá...

E a madrugada, que era fria e triste

de repente me envolveu docemente

emanando uma calorosa paz.

Minha alma se rejubilava contente

por encontrar na selva rude que é a vida

alguém como eu...

 

Tere Penhabe                   
Itanhaém, 01/07/2003     

 

 

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