Conheci uma mulher
cujo sorriso brilhava
mesmo nunca tendo a visto
muitas vezes eu senti
seu olhar a me sorrir.

Sua alma era irmã da minha
e em cada sonho que tinha
para lá eu me transportava
por desejar ardentemente
ser como ela, pura alegria.

Um dos desejos que eu tinha
mais que tudo nesse mundo:
vê-la feliz e contente
envolta na própria magia.

Mas ela me confessou
com irreverência e desdém
ter o destino da lua
que a todos encanta
e não é de ninguém.

Eu pude ver claramente
que a sua alma tão meiga
não era irmã simplesmente
era cópia fiel da minha
feliz ou infelizmente!

 

Itanhaém, 16/08/2003             

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Nota da Autora:
À minha amiga, Celita, de Salvador-BA
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