Olhos que eu amei
que não pousaram nos meus
que fugiram, se acovardaram
como falsos olhos de um deus.

Olhos que a estrada buscam
sem nunca chegar ao fim
olhos que todos querem
e que eu queria pra mim.

Olhos que geram cobiça
que a tristeza seu brilho ofusca
olhos que nada procuram
que não quiseram os meus.

Olhos que se decepcionam
olhos que choram, que amam
olhos que não me encaram
olhos que não me enganam.

E que sabem ser felizes
quando sentem a verdade
quando olham as palavras
reflexo da própria imagem.

Olhos que eu respeito
que admiro e venero
para os quais, abaixo os meus
num cumprimento sincero:

      - Olhos teus!...

       

Tere Penhabe                 
Itanhaém, 25/03/2003   

 

 

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