Ouço meus passos matraqueando
na calçada de uma noite vazia
depois de mais um belo dia
onde o sol me fez companhia.

O silêncio segue meus passos
alcança-me e ultrapassa-me
querendo provar que o homem
é culpado da vida, mas não é.

Nesse julgamento quase voraz
a testemunha é a solidão
constante em meu coração
não me compromete, só ocupa.

O juiz é o cálido sentimento
que se aloja em meu peito
recusando-se a sair daqui
até para seguir meus passos.

 

    Itanhaém, 17/03/2003         

 

 

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