Ouço meus passos matraqueando na calçada de uma noite vazia depois de mais
um belo dia onde o sol me fez companhia.
O silêncio segue meus
passos alcança-me e ultrapassa-me querendo provar que o homem é culpado
da vida, mas não é.
Nesse julgamento quase voraz a testemunha é a
solidão constante em meu coração não me compromete, só ocupa.
O
juiz é o cálido sentimento que se aloja em meu peito recusando-se a sair
daqui até para seguir meus passos.

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