Mãos que embalam um bebê
ensinando-lhe a crescer
protegendo-lhe os passos
retirando-lhe embaraços.

Mãos que trabalham firmes
sem jamais reclamarem
buscando os meios que têm
para  um filho alimentar.

Mãos que se atormentam
querendo o rosto esconder
mãos que se desesperam
mãos que ninguém aperta.

Mãos que o lençol acolhe
quando a noite deita no mundo
e cansadas se recolhem
no silêncio mais profundo.

Mãos que procuram um rosto
mãos que escrevem um verso
mãos que a conquista busca
sem desistir, sem parar.

Mãos que se entrelaçam felizes
excitadas e contentes
porque a luz no fim do túnel
é uma verdade eminente.

Mãos que relaxam e pousam
numa carta de alforria
mãos que tiraram de campo
muitos craques dessa vida.

Mãos que vencem, se vangloriam
mãos que acolhem, que protegem
mãos que adoram as águas
e que um sonho ainda perseguem.

Encontrar um rosto amigo
que lhe queira uma carícia
mãos que olhos procuram
que de repente recuam.

Mãos que temem, mãos que fogem
mãos que procuram bolsos
mãos que perderam a coragem
mãos que dizem adeus!

 

Tere Penhabe                
Itanhaém, 25/03/2003  

 

 

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