Lembro-me como se fosse agora
com o olhar cansado, ele me chamou
para se despedir, para pedir perdão.
No seu rosto triste e magro
vi o tape da nossa vida
e me recusei a chorar
para lhe dar um pouco
da vida que me sobrava...

 Cinco minutos apenas...
Para quem teve tanto...
Só  restavam cinco minutos.

A porta se abriu de repente
os homens de branco levaram-no.
Lembro-me que ainda consegui sorrir
e  lhe dizer baixinho:-  eu espero aqui!

A janela aberta me mostrava a selva
o perfil de um prédio, que eu não esqueci.
Que durante horas eu me perguntei
o  que havia nele: se tristeza ou vida!

Como na ampulheta o tempo pingava
como se mendigasse os minutos.
Finalmente no ocaso, com a sala púrpura
a  porta se abriu e você voltou.

Mas voltou para a vida, não voltou  pra mim.
Aquele amor gostoso, que me fez sentir
Perdeu-se para sempre numa UTI.

Eu segui em frente, ainda que descrente
querendo  o nosso mundo resgatar.
E lutei com homens. E lutei com a vida.
Que luta desigual!
Tudo para lhe proteger.

Nada adiantou. Porque um belo dia
Quando o sol nascia, você foi embora.

E nunca mais voltou...

       

            Itanhaém, 11/04/2002

 

 

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