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A lua me deixa assim inquieta com o mundo nas mãos o mar ao meu
lado querendo amor e amar.
Querendo um abraço que me abraçasse por
dentro aquietasse-me a alma suavizasse os gritos roucos do meu
coração.
A lua me deixa assim querendo o calor da sua pele suas
mãos me tocando seus lábios ao meu alcance mas eu não tenho.
Posso
sentir com intensidade o silêncio da sua inexistência uma fera estoura as
grades que embriaga esta vontade que eu tenho de buscar você.
Já
não sei quem sou com passos felinos esgueiro-me pela vida procurando o
sentido do que a lua me proporciona.
Vejo-o nos braços de anjos a
embalarem seu sono coberto de sorrisos mansos paz e docilidade... Falta
coragem à fera...
Você já foi fera um dia entenderia?... O medo me
consome violenta meus sentidos deita-me ao mar sereno.
Tentáculos
do mar me abraçam como se ele pudesse fazer-me o que você faria na
volúpia desse momento eu vejo: não é bem isso que eu queria...
Queria
que você fosse o mar adentrasse a alma e o coração possuísse meu
corpo tomando-me um pouco da vida que explode em mim.
Queria os
seus beijos quentes que abrasadores, intrépidos arrebentassem minhas
correntes libertando-me para sempre deixando-me voar livre outra
vez.
E de repente a imagem refletida no espelho parte-se
lentamente cacos de medo se desprendem lembro-me onde tudo
começou...
A lua me deixa assim...

 ©
Copyright 2004 por Terezinha A.
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