Você voltou num vento qualquer da vida

depois de tanto tempo...olá como vai?

As mãos se encontram, entrelaçam-se

mas a alma calada, repousa.

No pensamento, as perguntas

que se perderam sem resposta

quando você foi embora...

O porque de ter ido, o porque de voltar

que se embalam calados na rede de espera.

A tua presença incomodando a minha

o coração se remexendo no peito

não sabe se bate, se para, se fala

resolve esperar...

Quando você se foi, levou na bagagem

ilusões que eram minhas

esperanças que eu tinha

você as roubou...

Agora você vem, talvez devolver

talvez buscar mais, eu não sei.

Que fazer agora? Mandá-lo embora?

Se coragem eu tivesse, ah se eu pudesse...

mas não posso... ainda amo você.

Embora meus olhos nada digam

apesar do silêncio que ronda meu ser

a falsa indiferença paira em meu rosto

mesmo vendo-o afastar-se outra vez

eu finjo uma alegria que não sinto

porque maior que o grande amor que tenho

é o medo que ficou plantado em mim

na dura prova que foi perder você.

 

SCRPardo, 17/02/1975

 

 

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