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Um amigo me disse que o mar é humilde e se curva reverente para receber
os rios. Mas não acredito!
Ele só faz isso porque é
limitado muito mais do que eu e a sua revolta qualquer um pode
ver.
Ouvir-lhe os gemidos nas noites de frio ou a música
triste que canta sonolento quando recebe um rio.
E a inveja que
sente quando envolve a gente querendo engolir, degustar ou sua ternura,
menos frequente quando nos embala, fazendo sonhar.
Não, amigo! O mar
não é isso e eu não sou o mar! Quero viver, amar e errar mas corrigir
os erros e receber outro rio que chegar!
Tere Penhabe Itanhaém,
18/02/2003

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