| 
Liberdade! Um grito solto, perdido no ar e o eco indo de encontro à
muralha de uma raça toda de negros bonitos.
Homens... mulheres...
crianças... gente! Que finalmente agora, eram livres e no céu os raios de
sol se reforçaram para obter mais brilho e
cumprimentar.

Liberdade! quem sabe apenas um erro de cálculo? Não,
não poderia ser! Agora não! Agora um sorriso bonito era plantado.

Em
cada rosto, em cada face encovada pelo tempo em cada seio de família
destruída em cada filho... em cada amor um sorriso bonito, sem
significado.

Liberdade! Quanto sonho numa só palavra, e numa
cor numa cor de pele, de um escravo que agora ele era gente, finalmente
gente!

Sem amo, sem chicote, sem feitor... Sem comida, sem casa, sem
remédios... Liberdade! Bendita sejas! Será mesmo que chegaste?!...

------------------------------------------------------- Publicado
em 1983, no livro "A Nova Poesia Brasileira", Antologia
Poética, Editora Shogun Arte do Rio de Janeiro ------------------------------------------------------

 ©
Copyright 2004 por Terezinha A.
Penhabe® Santos . SP - Brasil Todos os direitos reservados ®. Não
pode ser utilizado sem permissão do autor.
|