Eu sonhei na noite calma de verão

que era inverno.

Não havia campanhas

nem promoção

só calor humano entre os irmãos.

Meu sonho foi feito de sorrisos,

mãos encontrando-se, dando-se...

não havia comercial na televisão,

nem patrocinadores, nem organização,

apenas gente, amor, afeto.

Não havia fome também,

incrível, não é?

Que sonho mais bonito!

Não dá para esquecer

Acreditei no que eu sonhei

esperei ver acontecer

foi tudo em vão

uma utopia embalou meu coração.

Fui pela vida afora

batendo em portas

que não se abriram,

de corações enferrujados

pelo egoísmo.

Busquei a paz menina

que a vida inteira me sorria

ao me lembrar do sonho:

rostinhos de crianças

sem lágrimas, sem medo

com a esperança na ponta dos dedos!

Mas veio o homem sério

que falava de justiça

que sonhava sem preguiça,

solenemente plantou

uma semente de utopia

sob os meus enganosos aplausos

não era o fim da fome

era só a democracia...

 

SCRPardo, 13/07/1980

 

 

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