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Eu sonhei na noite calma de verão que era inverno. Não havia campanhas nem promoção só calor humano entre os irmãos. Meu sonho foi feito de sorrisos, mãos encontrando-se, dando-se... não havia comercial na televisão, nem patrocinadores, nem organização, apenas gente, amor, afeto. Não havia fome também, incrível, não é? Que sonho mais bonito! Não dá para esquecer Acreditei no que eu sonhei esperei ver acontecer foi tudo em vão uma utopia embalou meu coração. Fui pela vida afora batendo em portas que não se abriram, de corações enferrujados pelo egoísmo. Busquei a paz menina que a vida inteira me sorria ao me lembrar do sonho: rostinhos de crianças sem lágrimas, sem medo com a esperança na ponta dos dedos! Mas veio o homem sério que falava de justiça que sonhava sem preguiça, solenemente plantou uma semente de utopia sob os meus enganosos aplausos não era o fim da fome era só a democracia...
SCRPardo, 13/07/1980
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