De uma janela entreaberta
vejo o mundo lá fora
fascinante, vibrante, real
tão marcante e diferente
desse mundo que eu criei
só para mim.

      Minha ousadia e coragem
      não passam de quimeras
      sou uma fonte com sede
      uma mulher na janela.

Fera ferida que se retrai
confortando cicatrizes
fugindo da própria alma
negando suas matizes.

      Como um quadro na parede
      não canso de admirar
      a porta que me convida
      para o mundo conquistar.

E esse forte desejo
vai penetrando-me a pele
entorpecendo os sentidos
tirando-me da janela.

      Vou saindo devagar
      o pensamento num homem
      querendo buscar na selva
      esse homem para amar.

Mas a coragem me falta
retrocesso é o que me sobra
encurralada e medrosa
eu volto para a janela.

     

      Itanhaém, 19/02/2003     

 

 

Menu de Poesias

Principal

Assinar o Livro de Visitas

 


© Copyright 2004
por Terezinha A. Penhabe®
Santos . SP - Brasil
Todos os direitos reservados ®.
Não pode ser utilizado sem permissão do autor.
  

 

 

 

 

 

  « Background cedido pelo amigo Rui - O Lobo da Estrada »  

 

Poesias:

   A B C D E F G I J L M N O P Q R S T U V