Gosto do branco nos meus lençóis
imaculada e ousadamente puros
rude contraste com o qual premeio
o corpo em sonhos de paixão desfeito.

Gosto do azul, anil ou royal, claros
caminhando na praia em devaneios
na espessa bruma da madrugada,
ouvir as ondas me cantando enleios.

Gosto do verde, que me lembra as matas
onde meu corpo jovem se embrenhava
buscando flores que eu nunca mais vi
 cujo perfume eu nunca me esqueci.

O vermelho, de todas, a minha preferida
relembra-me paixões da minha vida
se não foram tantas, bem que foram lindas
a saudade delas, não chegará ao fim.

Elas lembram alguém forte e tão amado
que me arrancava desse mundo ingrato
impunemente deitados na macia relva
trocávamos sonhos e vida.

Nunca esquecerei, de tão doces beijos...

 

            Tere Penhabe                    
            Itanhaém, 18/02/2003  
                  

             

 

 

 

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