Quando A Alma Se Cala

      Há um silêncio dentro de mim,

      porque minha alma se calou.

      E quando a alma da gente se cala,

      não há o alvoroço das ilusões,

      o trânsito constante da esperança,

      O farfalhar do amor.

      Quando a alma da gente se cala,

      é como ver florestas imóveis

      sem canto de pássaros...

      É como ver o mar parado

      sem ondas estourando na praia.

      Quando a alma da gente se cala,

      é como criança nascendo sem chorar,

      parque de diversões sem música,

      festa junina sem fogos,

      carnaval sem samba...

      Quando a alma da gente se cala,

      uma tristeza imensa vai nascendo,

      um marasmo dolorido vai ficando,

      uma saudade sonolenta vai chegando,

      uma tempestade vai se aproximando.

      Quando a alma da gente se cala,

      é porque a gente não está amando!

Tere Penhabe          
SCRPardo, 10/1985

 

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Publicado em 1990,
no livro "Fala Poeta - Coletânea III",
Antologia Poética,
Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Guarapuava-PR
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